terça-feira, 26 de abril de 2016

O lobo sentimental                                              
  
Geoffroy de Pennart

Lucas vivia feliz, cercado por toda a sua família.
- Já estou grande. Está na hora de seguir minha vida – ele declarou um dia a seus pais.
- Eu sabia que esse dia ia chegar – suspirou o pai.
- Vou sentir muito a sua falta – lamentou a mãe.
- Você é o sol da minha vida.
Volte logo para nos ver – disse a avó, abraçando Lucas.
- Pegue este relógio. Eu sei que você sempre quis – disse o avô
- Oh! Não, vovô, isso é demais!
- Nada disso, você NUNCA deve desobedecer o seu avô – disse o velho lobo.
-Nós vamos cantar para animar a sua partida - gritaram os irmãos, pondo-se a tocar:
Adeus,adeus, querido irmão!
Chegou a hora da separação.
Vamos cantar para esquecer que
Não vamos mais nos ver.
-Vamos garoto, é hora de partir. Olhe, aqui está a lista de tudo o que você pode comer – disse o pai.
-E não deixe levar pelo sentimento – acrescentou a mãe.
Lucas saiu da floresta. Pouco depois começou a sentir fome.
Na entrada de um bosque, ele encontrou uma cabra acompanhada de seus sete cabritinhos.
-Quem é a senhora? – ele perguntou, educadamente.
- Eu sou a cabra, e esses são meus cabritinhos.
Hummm, vocês estão em um bom lugar na minha lista. Então, vou comê-los! – disse Lucas.
-Nesse caso, vai ter de comer todos nós! Senão, os que restarem vão ficar inconsoláveis – suplicou a cabra.
-É mesmo. Mas, pensando bem, não estou com tanta assim. Adeus, senhora – despediu-se Lucas, comovido.
Lucas seguiu seu caminho.
“Talvez eu não devesse ter abandonado  um almoço tão gostoso” ele matutou.
De repente, ele deu de cara com uma garotinha toda vestida de vermelho.
-Quem é você?
- Sou Chapeuzinho Vermelho – respondeu a garotinha tremendo.
-Hummm, você está na minha lista. Então vou comer você.
-Tenha piedade, senhor lobo,não me coma. Minha vó vai ficar muito triste! Ela diz que eu sou o sol da vida dela! – suplicou Chapeuzinho Vermelho.
Lucas ficou confuso.
-Minha avó diz exatamente a mesma coisa. Desapareça depressa, antes que eu mude de ideia!
Lucas retomou seu caminho, com o estômago já reclamando.
“Eu sou mesmo sentimental demais”, pensou ele.
Mas logo ele avistou três porquinhos rosados, baixinhos e gordinhos.
“Tomara que eles estejam na minha lista!”, pensou Lucas.
- Quem são vocês?
- Nós somos os Três Porquinhos.
- Perfeito. Estão na minha lista, então vou comer vocês!
- Permita-nos ao menos cantar pela última vez – imploram os Três Porquinhos.
Adeus,adeus, querido irmão!
Chegou a hora da separação.
Vamos cantar para esquecer que
Não vamos mais nos ver.
Lucas concordou. Mas, ao ouvi-los, não conseguiu deixar de se lembrar de seus irmãos.
- Saiam antes que eu mude de ideia – uivou ele, todo agitado.
“Sou sentimental demais”, resmungou consigo mesmo. Sua roncava cada vez mais alto.
-Ah! Veja você! – disse uma voz atrás dele.
Lucas deu um salto. Um garotinho o encarava corajosamente.
- Quem é você?
- Meu nome é Pedro.
- Hummm, você está na minha lista – falou Lucas.
- Você também está na minha lista. Eu desobedeci ao meu avô para vir caçar você e...
- NÃO SE DEVE NUNCA DESOBEDECER AO AVÔ, OUVIU? – berrou Lucas, com a voz mais grossa.
Pedro, apavorado, saiu em disparada.
“Alguém já viu um lobo tão sentimental assim? Não como nada há horas. Agora, a família Cabra, Chapeuzinho Vermelho, os Três Porquinhos e até o danado do Pedro seriam somente aperitivos”, pensou Lucas.
Enquanto pensava, Lucas chegou diante de uma casa velha e maltratada.
“Com um pouco de sorte, pode ser que eu encontre alguma coisa para mastigar.”
Ele bateu na porta...
...e quem abriu foi um gigante de cara ameaçadora.
- VÁ EMBORA, SEU BICHO IMUNDO! – gritou o grandalhão...
...batendo com a porta na cara dele.
O sangue de Lucas subiu à cabeça.
Louco de raiva, torturado pela fome, ele se atirou para dentro da casa...
...e devorou o gigante miserável.
“Ah! Nunca comi tão bem!”, pensou Lucas, lambendo os beiços.
De repente, ele ouviu uns gemidos estranhos. Erguendo os olhos, viu no fundo da sala um jaula dentro da qual estavam presas várias criancinhas!
Ele destrancou a porta.
- Quem são vocês
- Eu sou o Pequeno Polegar, e esses são meus irmãos.
Nós queremos agradecer a você de todo o coração! Graças você, o gigante não vai mais nos comer!
- Ah! Hoje é o dia de sorte de vocês. Fujam, rápido! – exclamou Lucas, rindo.
Depois, na lista que seu pai lhe havia dado, caprichando na letra, ele escreveu uma palavra: GIGANTE.  




      A máquina de bichos
                                                                                                                                                                                                                                    
                                                                                                                               



Théo é um menino muito inteligente ele criou uma máquina que fabrica animais, a primeira vez que ele ligou a máquina saiu uma vaca ela era malhada, dava leite e fazia muuuu. Mas ele não estava satisfeito pois tinha que buscar muito capim para alimentá-la. Então ele ligou a máquina mais uma vez e fabricou um rato ele era cinza, orelhudo e tinha um rabo bem grandão, ele fazia rrrrrrrrrrr e gostava de comer queijo. Mais Théo não gostou porque ele roeu o fio do seu videogame, então ligou a máquina mais uma vez e saiu um cachorro orelhudo, marrom e o focinho dele era preto e fazia au, au, au, au. Mais Théo não gostou porque ele latia muito alto e acordava os vizinhos. Então ele ligou a máquina novamente e saiu um panda bem bonito, era branco com bolas pretas ao redor do corpo, era gordinho e peludo e fazia nhoom, nhooom. Mas Théo não estava satisfeito tinha que colher muito bambu para alimentá-lo. Novamente ele ligou a máquina e saiu um urso pardo era gordinho e fofinho como o ursa panda e fazia rrrrrrrrr. Mas Théo ainda não estava satisfeito porque ele dormia muito no inverno, Théo ligou a máquina novamente e saiu um porco rosa, gordinho e bem fofinho e fazia onc, onc, onc, onc. Mas Théo não estava satisfeito porque seu quarto vivia cheio de lama, Théo ligou a máquina novamente e saiu um sapo verde, bem gorducho, que comia muitas moscas e fazia rabit, rabit, rabit. Mas Théo não estava satisfeito porque o sapo não parava de coaxar ficava coaxando a noite toda e não deixava Théo dormir, Théo ligou a máquina novamente e saiu um coelho branquinho, orelhudo, rápido e fazia rrrrrrrrr. Mas ele não estava satisfeito porque o coelho roeu todos os sapatos dele, Théo ligou a máquina novamente e saiu um pato amarelo, bonito, que tinha o bico laranja e fazia quá, quá, quá, quá. Mas ele não estava satisfeito o pato fazia muita bagunça, então ligou a máquina novamente e saiu um hipopótamo azul, grande e fazia uuuuuu. Mas ele não estava satisfeito porque o hipopótamo tinha quebrado seu computador. Théo resolveu que não iria fazer mais nem um animal e ele deu todos os que ele tinha feito para o zoológico.